Ali eram dois, de mãos dadas, ambos sem jeito.
Ele não dizia o que Ela achava que ele tinha a dizer!
Ela dizia tudo ao que Ele não queria responder!
Ali eram dois, lado a lado como desconhecidos...
Dois sujeitos calados e indecisos?
Ela decidiu caminhar, já que a opção dEle foi se silenciar.
Ela caminhou torcendo para que Ele a alcançasse,
mas não vigiou se Ele a seguia...
Ele se perdeu e não a encontrou.
Ela cortou caminho e o coração dele...
Ela não quis...
Ele...
Ele pra casa voltou e contou a Ela como tudo isso o magoou!
Ela chorou! Ela se arrependeu!
Ela se calou e compreendeu que o silêncio é uma opção...
do coração!
Mas Ela também pensou que o silêncio é um discordar sem ser dito,
uma opção dEle, o fugitivo...
Ela fugiu com os passos, em uma caminhada;
Ele fugiu com seu calar, sem nada falar...
sem palavras, silêncio fazer!
Aos dois restou apenas escrever...
escreveram na madrugada,
cada um já em sua casa.
Ele dormiu, com mágoa...
Ela? Banhada em lágrimas!

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